"Mãe"
João-Afonso Machado, 05.05.25

E cá vou indo minha Mãe
entre antes e agora
a doer o coração,
a esmoer, querida Mãe
que me falta, não vá embora,
fique, Mãe fique – fique até morrer,
que a Mãe é viva
à noite ao menos quando durmo
e tanto comungamos
como nos zangamos Mãe,
ditos ríspidos, soturno
sonho que sonhamos também
de chuva e sol,
ao acordar… de ninguém.