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Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Esqueletos

João-Afonso Machado, 09.07.25

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Nesses filmes os corpos saem das pedras tumulares em olhares brancos e esbugalhados. Titubeando, às apalpadelas, encarnados de cinzento e lascas caindo deles. Está de início mais um episódio de terror que se estimula na fagia dos incautos.

Esqueletos incumpridos, renovada podridão em vestes vitorianas rasgadas. Restos de mogno dos caixões levados ao sepulcro por carretas tiradas a cavalos negros. "Ir a banhos", dizia-se nos verões da época... Um vampirismo contagiante, quase todos não fugindo a tempo das garras e dos dentes fatais. A horda maligna não cessa de crescer. É já um número incontável de não-seres até um final duvidosamente triunfante, quase um intervalo num ciclo. Invadindo a suposta bondade do areal...

Um reduzido grupo consegue trancar as portas antes da voragem e dos urros calados. Conhecerá um constante pavor durante meses. Com muitas benzeduras, sobretudo muito chumbo prateado e o consolo da amada que também logrou escapar. São as derradeiras boas almas in town, outrora pacato lugarejo piscatório. Evil, evil, evil!

Restos de carne que se apegam às ossaturas. Luares em marés e mistérios. Mistérios?

Sim, o mistério sempre crescente de um sempre misterioso crescimento de vítimas que se parecem voluntariar. Observável daqui, as portas já trancadas e duas cestas de vime pesadas de tanto cartuchame. Não nos levarão, amor, está descansada!