Do romance

A Praça foi o início e o fim do romance. Havia soldados, putas e estudantes. E bordoada que bastasse. Havia também os botecos da periferia, lugares reais de outras mais confusões. O romance já é histórico porque o arrumo de agora se desamiga dos tempos conspirativos de outrora e os botecos fugiram, à míngua de clientela.
A cidade é ficção cientifica. Carregada de sem-abrigos e o sol a dar-lhes, a aquecê-los, enquanto a chuva não os afoga. No quartel-general nem uma sentinela, um sabre, marcialidade alguma.
(Acaba de passar um tuc-tuc disfarçado de Ford T...)
É agora o tempo de quem anda de dia na rua pela mão da noite até à beira-rio. É o império do turismo. A oriente nada de novo. Somente a pequena livraria-alfarrabista, já quase na Lapa, essa que se carregava de edições antigas de Torga e guarda as portas abertas, num quase derradeiro suspiro.
No romance, os maus levaram a melhor. Costuma ser assim, infelizmente. Aliás, o titulo do romance é Foi Quase. Com o "E" final descaído na capa a pingolar lágrimas inconsoláveis...