Duas pessoas

Na volta de uma curva qualquer, posta diante da floresta e dos canaviais, a capelinha imaculada. E a tília, as paredes como ossadas de cavaleiro antigo e o carvalhal já amarelecido os enfeites do seu elmo. O resto era toda a imensa estátua emudecida, o retrato de um batalha esquecida por ali.
Sem mais gente além de S. José, o da capela, e o secular guerreiro petrificado no calcário, como compete aos restos mortais que se prezem.
Por isso, as perguntas ficaram para o Presente que, geralmente, pouco sabe de antes e de depois. - A capela é junto a... - Ah, isso é Rio Covo, um lugar extinto. - Extinto, não! - redarguia a menina do lado. - Sim, mas... - ia timidamente replicar a colega. - Vive lá gente! - interrompeu a primeira, que devia ser quem mandava na Junta da freguesia.
Enfim, vive lá gente. Duas pessoas. Em cima das árvores? Não sei, é em Rio Covo. Só esqueci perguntar se seriam eleitores também.