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Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Duas pessoas

João-Afonso Machado, 10.11.25

CAPELA DE S. JOSÉ.JPG

Na volta de uma curva qualquer, posta diante da floresta e dos canaviais, a capelinha imaculada. E a tília, as paredes como ossadas de cavaleiro antigo e o carvalhal já amarelecido os enfeites do seu elmo. O resto era toda a imensa estátua emudecida, o retrato de um batalha esquecida por ali.

Sem mais gente além de S. José, o da capela, e o secular guerreiro petrificado no calcário, como compete aos restos mortais que se prezem.

Por isso, as perguntas ficaram para o Presente que, geralmente, pouco sabe de antes e de depois. - A capela é junto a... - Ah, isso é Rio Covo, um lugar extinto. - Extinto, não! - redarguia a menina do lado. -  Sim, mas... - ia timidamente replicar a colega. - Vive lá gente! - interrompeu a primeira, que devia ser quem mandava na Junta da freguesia.

Enfim, vive lá gente. Duas pessoas. Em cima das árvores? Não sei, é em Rio Covo. Só esqueci perguntar se seriam eleitores também.

 

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