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Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Instante malgáxe no Minho

João-Afonso Machado, 14.01.25

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A cauda cobreou de volta do tronco. Subira pressuroso, muito ágil. E agora punha toda a sua curiosidade no olhar, sem troças ou medos, absolutamente quedo, atentíssimo.

Os cinzentos são os mais raros e os mais bonitos. Talvez os mais tímidos até, apontando sempre às lianas das florestas de Madagáscar, completamente à vista na húmida invernia dos pátios minhotos. À luz dos fogachos amarelos que se denunciam nas órbitas do bichinho.

O instante decorreu em silêncio do princípio ao fim. No solo, as perdigueiras nem tinham dado por ele, e pelo seu inaudível trepar a árvore. E que tivessem... Abrem-lhes o apetite somente as penosas ou a irresistível corrida dos coelhos.

É cinzento este lemur à moda do Minho. E não é sozinho. Há de deixar prole, toda cinza, a mais rara e mais bonita, caudas melífluas, olhos diamantinos. Trazido criança, a vir comer à mão. É só uma questão de ir passando por lá, por esta Madagáscar aqui ao lado...

 

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