Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Jam Sem Terra

(MAS COM AS RAÍZES DE SEMPRE)

Os sonhos também acordam

João-Afonso Machado, 18.01.26

IMG_0749.JPG

São palavras de uma acabrunhada tarde de invernia. Sem mais para fazer, de «mãos ociosas como peixes/num aquário de melancolia», lembrando O'Neill. E de uma voltinha pós almoço em canídea companhia.

O antigo projecto, a meio do percurso, há muito se afogou em silvados e mato. Com vida ficaram, entre o emaranhado, centenares de coelhos rabinos e tão danosos à disciplina expectável nos perdigueiros. O lugar por isso não se recomenda, nem também pelos indisfarçados marcos de menos edificantes actividades nocturnas.

Havia de ser uma urbanização na colina, cheia de fé no futuro que lhe foi madraço. Da faraónica escadaria para baixo, somente se lavrou a praceta, o dito palco de imoralidades transaccionadas. Em algumas vagas de leituras que às vezes assolam por aí, soltou-se Jorge Luís Borges - «é um império aquela luz que se apaga ou um vagalume?». 

Nas acabrunhadas tardes de invernia minhotas, a interrogação de J. L. Borges é totalmente descabida. Ninguém é perfeito...

 

4 comentários

Comentar post