Sem gente... sem nome

Agosto arde devagar e os operários não comparecem. A vila desespera, o patrão da residêncial pede mil perdões, obras malditas!
Parece que se trata do saneamento público. Ruas intransitáveis e o mundialmente mais triste chinês, na quina da praça, sentado à porta sem vislumbre de clientela. A ver acumular o pó sobre as suas imprestabilidades.
A propriedade horizontal ainda não chegou cá e o povo já foi embora. De férias, as casas são arrendadas a quem trabalha nas redondezas, o mais conta-se em abóboras e milho alvo e nem um cachorro a latir aos portões...
Resta o edifício enorme e restaurado, rosáceo de dez portadas altas. Uma antiga loja de ferragens à espera de ser museu, de quê logo se verá.
(O café mais compostinho esta noite de futebol na televisão. E o milagrado barbeiro, todas as manhãs o septuagenário a brandir as tesouras podando cabeças que nem lhes ocorre haja, um dia, necessidade de encontrar o seu sucessor...)